Por conta da crise econômica da qual o Brasil começa a sair, os juros altos dos empréstimos e financiamentos e os preços inflacionados do mercado imobiliário podem parecer desencorajadores para quem quer comprar um imóvel.

Realizar o sonho da casa própria, no entanto, não precisa ficar para depois. Embora muitas pessoas pensem que o programa Minha Casa Minha Vida oferece oportunidades apenas para as famílias mais pobres, a política habitacional do governo federal prevê facilidade para quem tem renda familiar mensal de até R$6,5 mil na hora de comprar de um lar.

A ideia é que as prestações do Minha Casa Minha Vida caibam no bolso do comprador. Então, existem especificidades nas condições de compra do imóvel a depender da sua renda e do valor do imóvel.

Quer entender melhor como funciona? Então, continue a leitura deste post e tire as suas dúvidas.

Qual será o valor da minha prestação do Minha Casa Minha Vida?

Isso depende da faixa do programa em que você se enquadrará. O que irá defini-la é o valor da sua renda.

Renda familiar de até R$1800

Se esse é seu caso, o valor da sua prestação pode variar de R$80 (para quem ganha até R$800 mensais) a R$270 (para quem tem renda entre R$1200 e R$1800). O governo subsidia até 90% do valor do imóvel e o número de prestações costuma ser de 120, o que equivale a 10 anos de pagamento para quitação.

Nessas prestações, não incidem juros. Para quem assinou o contrato até o início desse ano, os valores de prestações eram ainda mais baixos, entre R$25 e R$80, mas essas condições já não valem para contratos novos. Para obter o benefício, é preciso se cadastrar na Prefeitura e ter o perfil aprovado.

Renda familiar entre R$1800 e R$2.350

Nesses casos, o subsídio do governo federal será de até R$45 mil, que deverá ser usado para compor a entrada de imóveis que não ultrapassem os preços estabelecidos pela tabela do programa do governo federal (saiba mais abaixo). A liberação do subsídio depende de aprovação do seu perfil.

As prestações variarão de acordo com suas condições de aumentar a entrada e com sua análise de crédito. No geral, sua renda lhe permitirá financiar até R$130 mil em até 30 anos (360 parcelas), a depender de sua idade.

A Caixa oferece um simulador que ajuda a calcular as prestações a partir dos seus dados. Os juros do financiamento nesses casos são de 5% ao ano, consideravelmente abaixo dos valores praticados pelos bancos em compras fora do programa.

Renda Familiar entre R$2.350 e R$3.600

O limite do subsídio diminui para R$27,5 mil e os juros giram em torno de 6% ao ano. O beneficiário ainda garante desconto com as taxas cartoriais. O valor máximo que pode ser financiado também aumenta com a subida da renda, o que diminui a pressão sobre a necessidade de incremento da entrada.

Renda Familiar entre R$3.600 e R$ 6.500

Nesses casos não há mais subsídios e, portanto, não é preciso se preocupar com aprovação de perfil. Mas vale a pena se encaixar no programa por conta das taxas de juro praticadas, entre 7% e 8% ao ano, dos descontos de até 80% nas despesas cartoriais e no seguro do financiamento, o que baratearão a sua prestação do Minha Casa Minha Vida.

As prestações são crescentes ou decrescentes?

O comprador pode escolher o que for mais vantajoso para ele. Para todas as faixas de renda, o sistema do Minha Casa Minha Vida permite financiamentos feitos pelas modalidades SAC (Sistema de Amortização Crescente) – no qual as prestações são reduzidas ao longo do tempo – ou Tabela Price, em que os valores são crescentes, de até 360 meses.

Nos últimos anos, a modalidade SAC vinha resultando em um pagamento final de financiamento menor do que as mesmas condições aplicadas à Tabela Price. No entanto, as opções e o tempo de financiamento podem mudar de acordo com a opção de amortização.

Quanto deve custar o imóvel para se enquadrar no programa?

Depende de onde você prentende comprá-lo. Como o mercado imobiliário varia muito de acordo com o município, desde 2015, o governo federal atualizou a tabela para tentar satisfazer com mais sucesso a necessidade dos compradores. Atenção às informações abaixo:

  • Em cidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, o preço do imóvel pode ser de até R$225 mil;

  • Nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, o limite é de R$ 200 mil;

  • No restante do país, os imóveis podem custar até R$180 mil;

  • Exceto em cidades menores de 20 mil habitantes, em que o custo do lar não pode ultrapassar R$90 mil;

Posso comprar um imóvel na planta pelo programa?

Nesses casos, diferentemente do que acontece nas compras na planta feitas sem vinculação com o Minha Casa Minha Vida, o financiamento pela Caixa já é feito no ato da compra, mesmo que o imóvel ainda leve anos para ficar pronto.

Trata-se de uma vantagem para o comprador, que não terá de correr o risco de perder o investimento feito junto à construtora caso os bancos financiadores não liberem crédito para a quitação da casa.

Como em uma compra convencional, as prestações do financiamento só começam a ser pagas após a entrega do imóvel. Antes disso, o comprador deve negociar com a construtora quanto e quando pagar as parcelas e os valores de fluxo de obras.

Posso comprar um imóvel rural pelo Minha Casa Minha Vida?

O programa também é voltado para agricultura familiar. Aqueles que tiverem renda anual entre R$ 17 mil e R$ 33 mil, tem o valor da propriedade financiado e recebem subsídios de até R$ 9,5 mil ou 50% do valor financiado (o que for menor).

Na segunda faixa, o beneficiário cuja renda esteja entre R$ 33 mil e R$ 78 mil, obtém condições de juros melhores para o financiamento e descontos no seguro do financiamento, mas não há subsídios.

Agora que você já tirou suas dúvidas sobre prestações do Minha Casa Minha Vida, sentiu que o sonho da casa própria pode estar mais próximo? Use as ferramentas de simulação e veja exatamente se as parcelas cabem no seu bolso.

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