O financiamento Minha Casa Minha Vida foi criado pelo Governo Federal com a finalidade de oferecer condições especiais para que famílias de baixa renda tenham acesso a moradias urbanas e rurais — quem tem renda familiar de até R$6,5 mil, que variam de acordo com quatro faixas de renda. No post de hoje, tire todas as suas dúvidas sobre o financiamento do Minha Casa Minha Vida.

Simulação do financiamento Minha Casa Minha Vida

Para se habilitar ao Minha Casa Minha Vida, o primeiro passo é realizar uma simulação, que facilita bastante saber qual o tipo de subsídio o candidato terá direito. O subsídio será de acordo com a faixa do Programa na qual se situa o comprador, que poderá ser contemplado com o pagamento de uma parte do imóvel pelo programa e também com a total isenção da cobrança de juros ou com taxas de juros muito mais atrativas do que as praticadas pelo mercado. A isenção ou a variação da taxa de juros que é aplicada sobre as parcelas também varia conforme a categoria na qual o mutuário se enquadra.

FAIXA 1

Os candidatos a obterem o financiamento na Faixa 1 devem ter renda familiar mensal bruta de até R$1,8 mil. Para se candidatar, basta que o interessado procure o órgão que representa o programa no município dele, fazer a inscrição e aguardar o lançamento imobiliário pelo programa para essa faixa.

A Faixa 1 custeia até 90% do valor do imóvel, que deve ser de no máximo R$ 96 mil. Esse limite varia conforme o município. Há 100% de subsídio com relação aos juros, o que significa que o mutuário pagará somente o valor principal do empréstimo.

Nessa faixa, famílias que recebem até R$800 pagarão o mínimo de R$80 nas prestações. Para quem tem renda situada no intervalo entre R$800 e R$1,2 mil, as prestações serão equivalentes a 10% da renda. Para o intervalo que vai de R$1,2 mil a R$1,6 mil o percentual de comprometimento da renda com as parcelas do financiamento sobe para 15%, chegando a 20% para quem tem renda entre R$1,6 mil e R$1,8 mil.

Nesta faixa também se situa o Minha Casa Minha Vida Entidades, que permite que famílias se agrupem para produzirem unidades habitacionais, e o Minha Casa Minha Vida Rural, destinada a atender a agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais — quilombolas, indígenas, pescadores, entre outras.

FAIXA 1,5

Para aumentar o acesso às moradias, o Governo Federal criou uma faixa intermediária de renda para famílias que recebem entre R$ 1,8 mil e R$ 2, 35 mil. Nesta categoria é concedido subsídio de R$ 45 mil para serem utilizados na compra de imóveis com valor máximo de R$ 135 mil, dependendo da localização.

Nesta faixa, há cobrança de 5% de juros ao ano sobre o valor emprestado.

FAIXA 2

Na Faixa 2 a família deve ter renda R$ 2,35 mil e R$3,6 mil, com possibilidade de financiar imóveis de até R$ 225 mil, dependendo da cidade. Nessa faixa, a taxa de juros fica entre 6% e 7% ao ano.

FAIXA 3

A Faixa 3 existe para quem tem renda familiar entre R$ 3,6 mil e até R$ 6,5 mil. As taxas de juros são de até 8,16%, portanto, mais baixas do que as que são cobradas por outras formas de financiamento imobiliário existentes.

Condições gerais

Além do limite da renda mensal, para se enquadrar no Minha Casa Minha Vida a pessoa não pode ter um imóvel, ter recebido benefício de outro programa habitacional ou ter qualquer outro financiamento imobiliário. Também não pode ter o nome negativado em função de dívidas públicas federais.

Na Faixa 1, os documentos exigidos são:

  • RG e CPF;

  • Comprovante de Renda;

  • Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico).

Nas faixas superiores, além do RG, CPF e Comprovante de Renda, também é preciso apresentar a Declaração de Imposto de Renda e a escritura do imóvel desejado.

O prazo para a quitação do financiamento é de 10 anos e no pagamento podem ser utilizados recursos do FGTS.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre o financiamento Minha Casa Minha Vida, deixe aqui o seu comentário. Teremos prazer em ajudar!

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